Quem Pode Ser o Inventariante Judicial e Quais Suas Responsabilidades?

O inventariante judicial é a pessoa responsável por administrar os bens, direitos e obrigações do falecido durante o processo de inventário judicial. Sua nomeação é crucial para garantir que a partilha da herança ocorra de forma legal e organizada. Mas, quem pode assumir essa função e quais são suas responsabilidades?

Quem Pode Ser Nomeado Inventariante Judicial e Quais São Suas Responsabilidades?

De acordo com o Código de Processo Civil, a nomeação do inventariante segue uma ordem de preferência. Primeiramente, o cônjuge ou companheiro(a) sobrevivente tem prioridade. Em seguida, os filhos maiores de idade, os pais do falecido e, por fim, qualquer pessoa capaz, desde que não haja impedimentos legais. É importante ressaltar que o juiz tem a discricionariedade de avaliar a capacidade e idoneidade do candidato, mesmo que ele se enquadre na ordem de preferência.

As responsabilidades do inventariante são amplas e incluem:

  • Representar o espólio em juízo ou fora dele.
  • administrar os bens do espólio com diligência.
  • Prestar as primeiras declarações, informando ao juízo a relação completa dos bens, direitos e dívidas do falecido.
  • Acompanhar o processo de inventário, apresentando documentos e informações solicitadas.
  • Prestar contas de sua administração ao juízo e aos herdeiros.
  • realizar a partilha dos bens, conforme determinado na sentença.

O Que É um Inventariante Judicial Dativo e Quando o Juiz Nomeia Um?

O inventariante judicial dativo é aquele nomeado pelo juiz quando não há herdeiros interessados ou capazes de exercer a função, ou quando os herdeiros existentes não indicam um inventariante dentro do prazo legal. Nesses casos, o juiz nomeia um profissional do direito, geralmente um advogado, para desempenhar as funções de inventariante. A nomeação dativa visa garantir a continuidade do processo de inventário e a proteção dos interesses do espólio e dos herdeiros.

O Inventariante Judicial Tem Direito a Remuneração ou Comissão Sobre a Herança?

Sim, o inventariante judicial tem direito a uma remuneração pelo trabalho realizado. Essa remuneração é fixada pelo juiz, levando em consideração o valor do espólio, a complexidade do inventário e o tempo dedicado ao caso. A remuneração do inventariante não é uma comissão sobre a herança, mas sim um valor fixo ou um percentual sobre o valor dos bens inventariados. A tabela da OAB pode servir como referência para a definição dos honorários, mas a decisão final cabe ao juiz.

Modelo de Termo de Compromisso de Inventariante Judicial para Assinatura no PJe.

O termo de compromisso de inventariante judicial é um documento essencial que formaliza a aceitação da função e as responsabilidades do inventariante. Esse termo deve ser assinado perante o juiz e conter informações como o nome completo do inventariante, o número do processo, o valor estimado do espólio e o compromisso de cumprir as obrigações legais. Um modelo padrão pode ser encontrado nos sistemas eletrônicos dos tribunais, como o PJe. É fundamental que o inventariante leia atentamente o termo antes de assiná-lo, para garantir que compreenda todas as suas obrigações.

Como Destituir um Inventariante Judicial Que Não Está Prestando Contas?

A destituição do inventariante é possível quando ele não cumpre suas obrigações, como a prestação de contas, a administração diligente dos bens ou a representação fiel dos interesses do espólio. Para solicitar a destituição, é necessário apresentar uma petição ao juiz, demonstrando as falhas do inventariante e o prejuízo causado ao espólio ou aos herdeiros. O juiz analisará as provas e decidirá se a destituição é justificada. É importante contar com o auxílio de um advogado para elaborar a petição e acompanhar o processo.

Inventário Judicial: Como Funciona e Quanto Custa?

O inventário judicial é o processo formal de apuração e partilha dos bens de uma pessoa falecida, realizado sob a supervisão do Poder Judiciário. O processo envolve diversas etapas, como a abertura do inventário, a citação dos herdeiros, a avaliação dos bens, a apresentação das primeiras declarações, a manifestação sobre as dívidas e a elaboração do plano de partilha. As custas de inventário judicial variam de acordo com o valor do espólio e as taxas judiciais de cada estado. Além das custas, é necessário pagar os honorários do advogado e, em alguns casos, as taxas de avaliação dos bens.

Em comparação com o inventário extrajudicial, o judicial geralmente é mais demorado e burocrático, mas é obrigatório em casos de divergência entre os herdeiros, existência de testamento, ou quando há herdeiros incapazes ou menores de idade. Para saber mais sobre o processo, você pode consultar um advogado especializado em direito sucessório.

Resolução 571/24: Inventariante Pode Vender Bens Sem Autorização Judicial?

A Resolução 571/24 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) trouxe importantes mudanças sobre a venda de bens do espólio pelo inventariante. Atualmente, em muitos casos, o inventariante pode realizar a venda de bens sem a necessidade de prévia autorização judicial, desde que observadas algumas condições, como a avaliação dos bens por um profissional habilitado e a garantia de que o valor da venda seja justo. No entanto, a venda de bens imóveis ainda pode exigir autorização judicial, dependendo das regras de cada tribunal. É fundamental que o inventariante consulte um advogado para verificar as exigências específicas do seu caso.

Se você precisa de certidões para dar andamento ao inventário, como a Certidão de Inventário, acesse o Sistema Federal e receba o documento em casa ou por e-mail.

Outras Dúvidas Comuns

Existem diversas outras questões que podem surgir durante o processo de inventário judicial. É importante buscar orientação jurídica especializada para esclarecer suas dúvidas e garantir que seus direitos sejam protegidos.

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Dúvidas

Perguntas Frequentes

O cônjuge ou companheiro(a) sobrevivente, os filhos maiores de idade, os pais do falecido e, por fim, qualquer pessoa capaz, desde que não haja impedimentos legais.

Administrar os bens do espólio, prestar as primeiras declarações, acompanhar o processo de inventário, prestar contas e realizar a partilha dos bens.

Sim, é possível destituir o inventariante se ele não cumprir suas obrigações, como a prestação de contas ou a administração diligente dos bens.

O inventário judicial é realizado sob a supervisão do Poder Judiciário, enquanto o extrajudicial é feito em cartório. O judicial é obrigatório em casos de divergência entre os herdeiros ou existência de testamento.

Passo a passo

Como Dar Entrada no Inventário Judicial Passo a Passo

1
Reúna a Documentação Necessária

Certidão de óbito, documentos pessoais do falecido e dos herdeiros, comprovante de residência, documentos dos bens (imóveis, veículos, etc.) e comprovantes de dívidas.

2
Contrate um Advogado

Um advogado especializado em direito sucessório é essencial para orientá-lo e representá-lo no processo.

3
Apresente a Petição Inicial

O advogado elaborará a petição inicial e a apresentará ao juízo competente.

4
Acompanhe o Processo

Acompanhe as etapas do processo, apresentando documentos e informações solicitadas pelo juiz.

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